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Quando usada a solo, a flauta toca-se em regra com a mão direita; quando em conjunto com o tamboril pela mesma pessoa, ela toca-se com a esquerda, ficando a direita livre, como dissemos, para o manejo da baqueta. O pífaro, como instrumento deste conjunto — a flaita ou gaita —, é, como dissemos, um tipo de flauta doce, com fenda em bisel, por onde se sopra, e com três furos no topo oposto: dois na face superior, para o indicador — normalmente da esquerda —, e um na inferior, para o polegar; o instrumento segura-se e toca-se com essa mesma mão, firmado na boca e, no outro topo, pelo polegar e pelos dedos mínimo e anelar dessa mão. No Alentejo, os dois dedos menores da mão que o toca — direita ou esquerda, conforme a solo ou em conjunto com o tamboril —, que o apertam encaixados numa moldura que ele tem na outra extremidade; em Terras de Miranda, onde tal moldura não existe, é o dedo mínimo que, contra o topo desse lado, o firma, empurrando-o contra a boca. Em ambos os casos, a flauta toca-se apenas com os três dedos maiores da mão que a segura — o polegar para o furo inferior, o indicador e o médio para os furos superiores —, que ao mesmo tempo e de certo modo ajudam também a ampará-la. O tamboril vai suspenso desse mesmo braço, por uma pequena correia, e é batido com a baqueta única, empunhada pela mão direita. Os tamboris e flautas dos tamborileiros trasmontanos, a despeito do seu uso cerimonial, nenhum carácter colectivo possuem.



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