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Origem histórica
A figuração mais antiga que conhecemos do tamborileiro entre nós encontra-se numa iluminura do códice quatrocentista da Crónica Geral de Espanha. Como conjunto expressamente natalício (segundo essa tradição a que aludimos, que se documenta desde a Idade Média, em certos casos, vemo-lo representado numa tábua da escola portuguesa de fins do séc. XVI (fig. 1), de factura popular, figurando a Adoração dos Pastores; o tamboril, suspenso do braço esquerdo de um ancião, ao lado de um homem novo que toca qualquer pequena viola de arco, é de fuste baixo, sem arcos; a flauta, de tubo cónico, parece ter três buracos em cima. Este conjunto, cujo princípio parece ter sido conhecido em Roma, nos últimos tempos do Império, foi usado desde então por saltimbancos e jograis, e também, por vezes — como no caso que figura no nosso códice quatrocentista atrás mencionado —, em níveis palacianos; e, sobretudo, ele vê-se com frequência a acompanhar marchas militares de infantaria. O tamborileiro, que constitui um rudimento orquestral extremamente primitivo, que se documenta desde tempos antigos e em níveis sociais diversos, populares, palacianos e militares, em inúmeros países Europeus. Em formas modificadas, sobretudo em Espanha e França, ele perdurou até ao presente, onde está ligado fundamentalmente a formas musicais e ocasiões de carácter tradicional ou cerimonial. Pouco representativo entre nós a despeito do seu grande interesse, o conjunto unitário do tamboril e flauta encontra-se em áreas muito restritas do Nordeste Transmontano e Alentejo interior confinantes com a Espanha.
a flauta de tamborileiro na Europa
contexto social e musical da flauta de tamborileiro
características técnicas da flauta de tamborileiro
afinação da flauta de tamborileiro